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Lançamento de livro: Vera Iaconelli

"O que será da minha vida agora que serei mãe?". Essa é frase escutada com frequência nos consultórios de psicanálise; no entanto, não é sempre que este tema ultrapassa o ambiente analítico. São muitas as questões que a maternidade desperta; não apenas para a mãe, mas para todos os envolvidos com a chegada de outro ser humano.

Em seu livro "Mal- estar na maternidade: Do infanticídio à função materna", Vera Iaconelli apresenta - com rigor e sensibilidade - a importante discussão envolvendo as implicações e condições para que alguém possa exercer a função de maternar uma criança. Esta não é uma função natural da condição humana; é construída de maneira particular por cada um que se propõe a exercê-la.

É fundamental falar sobre este mal-estar; uma vez que, o sofrimento escutado nos consultórios e explorado por Vera é proporcional à distância que cada sujeito se percebe do ideal estabelecido ao exercício da função materna como incondicional e natural. #escutatoriorecomenda

Como analisamos? Por que fazemos assim?

Como operar com e pela palavra em tempos de biologização do sofrimento?

Com esta questão, iniciamos  esta nota com o tema desenvolvido por Alfredo Eidelzstein que esteve em Campinas nos dias 16-18/11/16, para ministrar a conferência "Cómo analizamos? Por qué lo hacemos asi?" na XVI Jornada Corpolinguagem/ VII Encontro Outrarte (Instituto de Estudos da Linguagem- Unicamp).

Além da conferência, ele também ofereceu uma oficina intitulada 'Ciencia <> Psicoanálisis'. Tanto na oficina, quanto na conferência, Alfredo explicitou que a Psicanálise possui uma importante função social por ser o único dispositivo que opera com o sofrimento cíclico; ou seja, que não é biológico, individualista e/ou niilista. Ao mesmo tempo enfatizou que preocupa-se com o fato de que o psicanalista esteja advertido quanto ao paradigma biológico do tempo atual - mente humana em termos biológicos - para que possa atuar de maneira ética e política diante do mal-estar que se apresenta mergulhado neste contexto

Colette Soler em São Paulo

Esse feriado prolongado (15/11)  contou com a presença de Colette Soler em São Paulo! Ela ministrou conferências com o importante titulo 'Nova economia do Narcisismo" no XVII Encontro Nacional da EPFCL - Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano.

Uma das questões que nortearam sua conferência foi 'A que relação com o semelhante diz o Narcisismo?' e, a partir dela, discorreu aspectos fundamentais da cultura contemporânea de exibir-se, seduzir com a imagem e recorrentes competições entre as pessoas na busca por atingir um ideal potente e sem insuficiências. Segundo ela, seriam formas de amar a si mesmo, no entanto, todas elas estão sustentadas no olhar do semelhante!

Diante disso, Soler traz uma questão importante: quais são as possibilidades para que as pessoas possam encontrar meios de distinção entre si e não apenas aquilo que diz respeito à imagem? Aponta, então, a fala como possível caminho.

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Evento no IP-USP: A família e suas mutações: o Édipo e os sistemas de parentalidade

No dia 03/10/2016 (segunda-feira) aconteceu no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) um debate com a presença do professor Christian Hoffmann da Universidade Paris Diderot, Paris 7, selando a aliança de convênio entre a universidade brasileira e o também grandioso centro universitário francês. Nessa ocasião, colocou-se em questão “a família e suas mutações: o Édipo e os sistemas de parentalidade” e como debatedores estiveram presentes os professores Christian Dunker, Miriam Debieux e Gilberto Safra dentre outros expoentes da psicanálise dentro da universidade. Torna-se cada vez mais importante o debate sobre as questões de transformação da família, as novas configurações familiares, que são papel central na construção de novas modalidades de escuta na clínica analítica, pois, como afirma Christian Hoffmann citando Françoise Heritier faz-se necessário “pensar a diferença”. Ainda nesse dia, foi lançado o livro “O Desejo e suas mutações Familiares e Sociais” (Langage, 2016) de Christian Hoffmann e Moustapha Safouan.

Lançamento de livro - Maria Rita Kehl

No dia 20/09 o Escutatório esteve presente no lançamento do livro Deslocamentos do Feminino de Maria Rita Kehl que aconteceu no Espaço Cult e foi publicado como segunda edição pela editora Boitempo e, segundo a autora, há algumas alterações da publicação anterior feita pela Imago. Este livro objetiva suscitar – pelo viés da Psicanálise - a importante e contemporânea discussão sobre o feminino. Nele, a autora propõem o descolamento entre o que seria a mulher, a posição feminina e a feminilidade; ato que possibilita a construção de relações fundamentais entre cultura, sexualidade, gênero e desejo e; por conta disso, aponta para o posicionamento subjetivo e particular do sujeito quanto sua identidade.
Neste sentido, a anatomia não seria determinante quanto a maneira em que a pessoa viverá sua sexualidade ou construirá sua marcas individuais para circular no mundo. É um debate fundamental e importantíssimo do qual fazemos parte.

Lançamento de livro - Michele Roman Faria

 Na última terça dia 27/09 o Escutatório esteve na Casa das Rosas para o lançamento do livro "Introdução à Psicanálise com crianças: O lugar dos pais" escrito por Michele Roman Faria. Esta é uma edição revisada e ampliada e, desta vez, sai pela editora Toro. Sua primeira edição é de 1998 e foi originalmente publicada pela Hacker Editores. É um livro importantíssimo para aqueles que se ocupam do atendimento com crianças e procuram oferecer uma escuta pautada na ética da psicanálise lacaniana. Neste livro a autora discute não só temas fundamentais à infância e a à constituição de cada sujeito, como também aponta para a relevância de incluir e oferecer uma escuta técnica aos pais como essencial e revelador para a direção do tratamento psicanalítico com crianças.

"(...) a presença dos pais está marcada desde o início dos tratamentos das crianças e, portanto, o manejo dessa presença se impõe, esteja o analista advertido ou não de sua necessidade".